18/11/1992 CRUZEIRO 4 X 0 RACING DA ARGENTINA

    JOGO HISTÓRICO 49

 


 Poster do Cruzeiro Campeão da Supercopa de 1992

 foto:Edições dos campeões 

DATA:18/11/1992  (21 horas)

JOGO:CRUZEIRO 4 X 0 RACING DA ARGENTINA

MOTIVO: PRIMEIRO JOGO DA FINAL DA SUPERCOPA DA LIBERTADORES DE 1992

ESTÁDIO:MINEIRÃO,BELO HORIZONTE

PÚBLICO: 78.007 pagantes e mais de 80 mil presentes

RENDA: Cr$ 2.370.065.000,00 (preço médio: Cr$ 30.355,48 )

GOLS: Roberto Gaúcho 31 do 1° tempo e 12 do 2° tempo, Luís Fernando Flores 26 do 2° tempo e Boiadeiro aos 40 do 2° tempo.

A FICHA DO JOGO

CRUZEIRO  4

Paulo César Borges,Paulo Roberto,Célio Lúcio,Luizinho,Nonato,Douglas,Boiadeiro,Luís Fernando Flores,Betinho ( Cleison) ,Renato Gaúcho e Roberto Gaúcho.  

Técnico:Jair Pereira   

RACING 0 

Carlos Roa,Jorge Borelli,Cosme Zaccanti ,Jorge Reinoso,Juan Distéfano,Gustavo Matosas (Félix Torres),Gustavo Costas,Rubén Paz,Cláudio García,Alfredo Graciani  (Aberlardo Vallejos) e Guillermo Guendulain
Técnico: Humberto Grondona 

 IMPORTÂNCIA DO JOGO

   Foi uma goleada que praticamente encaminhou ao Bi campeonato da Supercopa da Libertadores de 1992. O Cruzeiro vingou 1988 quando havia perdido para esse mesmo Racing na final da Supercopa daquele ano.

 O Cruzeiro foi o único Brasileiro que conquistou dois títulos da Supercopa da Libertadores,e conquistou duas vezes seguidas 1991 e 1992. 

 O Título foi confirmado na partida do dia 25 de novembro de 1992,na Vitória do Racing por 1 a 0 gol de Cláudio Garcia,no Estádio El Cilindro em Avellaneda,na Argentina. Com o Agregado de 4 a 1 a favor do Cruzeiro,o Cruzeiro tornou Campeão da Supercopa da Libertadores de 1992. 

 SOBRE O JOGO

   Mais uma vez, Cruzeiro e Racing faziam uma final da Supercopa. Ambos decidiram a primeira edição da competição dos campeões em 1988. Os argentinos levaram a melhor com uma vitória por 2 a 1, em Avellaneda, no jogo de ida, e deram a volta olímpica, no Mineirão, no jogo da volta, com um empate em 1 a 1. Assim, a decisão de 1992 passou a ter um sabor de vingança.

 "O Cruzeiro vai despachar o Racing. Uma vitória aqui e a conquista do título é uma questão de honra para todos", garantia o meia Boiadeiro. Ao contrário de 1988, a segunda partida decisiva seria em Avellaneda. Assim, os jogadores do Cruzeiro já queriam decidir o título logo no primeiro jogo, no Mineirão e firmaram um pacto por uma goleada.

"Sem dúvida que a decisão é aqui, onde teremos que fazer muitos gols", avisava o treinador Jair Pereira. O atacante Roberto Gaúcho endossava as palavras do técnico cruzeirense: "Nós precisamos vencer aqui com uma contagem de três ou quatro gols para jogar com tranquilidade na Argentina". O discurso era repercutido por todos os atletas do grupo estrelado. "Temos que atacar e procurar incansavelmente o gol, porque uma vitória com muitos gols nos deixa em situação mais cômoda para o jogo da volta", planejava o meia Boiadeiro.

 Ninguém no plantel duvidava que o mesmo clima hostil que enfrentaram em Buenos Aires, nas quartas de final, contra o River, iria se repetir, em Avellaneda, contra o Racing, na final. "Todos os times argentinos procuram fazer de cada partida uma guerra. Temos que fazer o resultado aqui para jogar mais tranquilo lá", analisava o atacante Edson, que era o único remanescente do plantel cruzeirense de 1988. Édson só não participou das finais contra o Racing, porque rompeu o tendão do pé.

 Pelo lado do Racing, o experiente Ruben Páz, era o único jogador do time supercampeão de 1988, que ainda permanecia na "academia celeste". Páz era um velho conhecido da torcida brasileira, pois foi titular da Seleção Uruguaia na década de 1990 e teve uma passagem marcante com a camisa do Internacional. Ele previa um jogo aberto e sem violência, no Mineirão e deu as dicas de como sua equipe iria se comportar na primeira partida da decisão. "Sempre marcando e buscando os contra ataques. Precisamos do título. Desta forma poderemos compensar a torcida pelo sofrimento de ver o time tão mal no Campeonato Argentino", declarou. O Racing dividia a vice-lanterna com o Newell's Old Boys e estavam a frente, somente do Gymnasia e Esgrima. No domingo, antes da decisão, haviam empatado em 1 a 1, com o Newell's.

 E Ruben Páz era a principal preocupação do técnico Jair Pereira, que o considerava o maestro do Racing. "Eles atuam em função do Paz. Seus lançamentos buscam as pontas, principalmente o lado esquerdo", declarou. Mas o time também tinha o ponteiro direito, ClaudioGarcia, cujo estilo era comparado ao de Renato Gaucho, além de Borelli, que era da seleção argentina e o goleiro Roa, que era do selecionado olímpico.

O treinador do Racing era Humberto Grondona. Ele era filho do presidente da Associação de Futebol da Argentina-AFA, Julio Grondona. Assim que chegou a Belo Horizonte, avisou que o seu time partiria pra cima do Cruzeiro e que não armou nenhuma marcação especial para parar Renato Gaúcho, no Mineirão. "Não sou favorável a esquemas defensivos. Não há nenhuma razão para jogar fechado. Não temos esse hábito. Vamos partir logo pra cima", avisava.

Grondona apontava a experiência como a maior virtude do time do Cruzeiro. "Eles atuam de forma cadenciada, tocando a bola e, quando partem para o ataque procuram fazer valer a experiência. Assim, o Cruzeiro foi muito prejudicado pelo árbitro, em Buenos Aires, mas soube garantir a classificação", analisou.

Outra preocupação do time cruzeirense era quanto a sua contusão na panturrilha esquerda, que o fez sair no decorrer das partidas contra o River e o Olimpia. "Tenho que me cuidar durante o jogo para não levar outra pancada no mesmo lugar", declarou. O uso de uma proteção na panturrilha foi descartada pelo jogador. "Aí, eu mostraria para os zagueiros como me tirar da partida", ironizou.

Coincidentemente, Renato se machucou em dois lances que originaram gols de pênalti contra o River e o Olimpia, no Mineirão. "Os caras estão me quebrando lá na frente e o Paulo Roberto é que ganha a fama. Ele cobra o pênalti e se consagra", brincou. 

 No jogo Roberto Gaúcho abriu o placar aos 31 do primeiro tempo. no segundo tempo aos 12 do segundo tempo de cabeça Roberto Gaúcho fez 2 a 0.  E o Cruzeiro continuou na buscar por mais gols e Roberto Gaúcho deu o passe para Luís Fernando aos 26 ampliou,Cruzeiro 3 a 0. O gol deixou o Racing ainda mais nervoso em campo e lateral direito Jorge Borelli acabou expulso aos 35 minutos. Num lance individual na intermediária, o meia Boiadeiro fechou a goleada com um chute de fora da área, aos 40 minutos e encerrou a goleada: Cruzeiro 4 a 0.E cumpriu o seu papel em campo o Cruzeiro.

  A diretoria do Cruzeiro previu que a grande final poderia quebrar o próprio recorde nacional de renda da partida contra o Olimpia e, mais uma vez, majorou os preços dos ingressos. A geral passou a custar Cr$ 15, a arquibancada Cr$ 30, a cadeira Cr$ 70 e o setor especial especial Cr$ 100. Nem os preços altos e a chuva forte que caiu sobre Belo Horizonte foi capaz de desanimar a nação cruzeirense que formou longas filas em busca de um bilhete para o jogão. A renda de Cr$ 2.370.065.000,00 tornou-se o novo recorde nacional. E o incentivo da torcida cruzeirense do primeiro ao último minuto de jogo ganhou elogios dos jornais da Argentina. "Que fortaleza é o Mineirão, onde o Cruzeiro assume o papel de cruel carrasco de cada um de seus visitantes", escreveu o La Nación. 

 CAMPANHA DO CRUZEIRO NA SUPERCOPA DA LIBERTADORES DE 1992

          Oitavas  de Final

  08/10 Nacional 1 x 1 Cruzeiro  (Atanásio Girardot,Medelín,Colômbia)

  15/10 Cruzeiro 8 x 0 Nacional da Colômbia (Mineirão)

          Quartas de Final 

  21/10 Cruzeiro 2 x 0 River Plate da Argentina (Mineirão)

  28/10 River Plate 2 x 0 Cruzeiro (Monumental de Nuñez,Buenos Aires)

   Cruzeiro 5 a 4 nos Pênaltis

          Semifinal

 04/11  Olímpia 0 x 1 Cruzeiro (Defensores de El Chaco,Assunção,Paraguai)

 11/11  Cruzeiro 2 x 2 Olímpia (Mineirão)

           Final 

18/11  Cruzeiro 4 x 0 Racing (Mineirão)

25/11  Racing 1 x 0 Cruzeiro (Avellaneda) 

 Cruzeiro Campeão 

 8 jogos 4 vitórias 2 empates e 2 derrotas 18 gols pró e 6 gols sofridos.  

 RECORD DE PÚBLICO 

  Segundo o Cruzeiromg wordpress o Cruzeiro tem a maior média de público de um torneio,isso a nível mundial,na edição da Supercopa de 1992 o Cruzeiro conseguiu a média de 73.000 pagantes por jogo. 

FONTE: cruzeiropedia.org 

              cruzeiromg.wordpress.com

 

 

 







 
 
 

















  

















































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