28/10/1992 CRUZEIRO 0 X 2 RIVER PLATE ARGENTINA
JOGO HISTÓRICO 48
foto do Jogo durante a disputa por pênaltis
foto:Imagens da internet
DATA:28/10/1992 (21 horas e 30 )
JOGO:RIVER PLATE DA ARGENTINA 2 X 0 CRUZEIRO
MOTIVO: SEGUNDO JOGO DAS QUARTAS DE FINAL DA SUPERCOPA DA LIBERTADORES DE 1992
ESTÁDIO:MONUMENTAL DE NUÑEZ,BUENOS AIRES ,ARGENTINA
PÚBLICO: NÃO DISPONÍVEL
RENDA:$ 317.970,00
GOLS: Ramón Díaz aos 42 do 2° tempo e Walter Silvani aos 46 do 2° tempo.
A FICHA DO JOGO
RIVER PLATE 2 Ángel Comizzo,Fabián Basualdo,Fernando Cáceres,Diego Cocca,Ricardo Altamiro,Gustavo Zapata,Javier Claut ( Julio César Toresani )Rubén da Silva,Ramón Medina Bello e Ramón Díaz e Ariel Ortega (Walter Silvani)
Técnico: Daniel Passarella
CRUZEIRO 0
Paulo César Borges,Paulo Roberto,Célio Lúcio,Luizinho,Nonato,Douglas,Boiadeiro,Luís Fernando Flores,Betinho (Adilson Batista) ,Renato Gaúcho e Roberto Gaúcho (Édson).
Técnico:Jair Pereira
DISPUTA NOS PÊNALTIS
| River Plate | 4 x 5 | Cruzeiro |
|---|---|---|
| Walter Silvani |
||
| Rubén da Silva |
||
| Ramón Medina Bello |
||
| Gustavo Zapata |
||
| Ramón Díaz |
Foi uma classificação de maneira heroica,e importante para o Cruzeiro,que resistiu a pressão do monumental de Nuñez e classifcou. foi a terceira vez que o Cruzeiro enfrentava o River em Decisões e venceu todas (Libertadores de 76,Supercopa de 91,e essa das quartas de final da Supercopa de 92).
O Cruzeiro havia vencido o primeiro jogo no Mineirão,em 21/10/1992 por 2 a 0 gols de Paulo Roberto aos 29 do 1° tempo e gol contra de Diego Cocca 20 do 2° tempo. Foi até uma bela vantagem,mas o Cruzeiro passou sufoco segurando 0 a 0 até 42 do 2° tempo,e depois tomou os dois gols no final e no jogo deu River 2 a 0. Mas nos Pênaltis o Cruzeiro passou ao vencer por 5 a 4.
O JOGO
"O Cruzeiro sofreu na Argentina um pesadelo de olhos abertos". Assim definiu o cronista Roberto Drummond sobre os incidentes no estádio Monumental de Nuñez. O prenúncio de que os argentinos tratariam a partida de volta como uma guerra começou com a exigência da diretoria "millonária" de uma cota de US$ 500 mil (Cr$ 4,2 bilhões) para ceder a transmissão do jogo para o Brasil. A Rede Bandeirantes que transmitia as partidas da Supercopa considerou o valor inviável e os cruzeirenses tiveram que acompanhar o drama do time pelas emissoras de rádio.
Outra medida tomada pela diretora do River foi reduzir os preços dos ingressos para a torcida lotar o estádio. Assim, o preço do setor mais caro no Monumental passou a ter o valor do mais barato: US$ 20 (Cr$ 170 mil). E o bilhete do setor mais barato foi reduzido para US$ 7 (Cr$ 60 mil).
O Cruzeiro solicitou as presenças no estádio do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e da Federação Mineira, Elmer Guilherme, temendo as hostilidades. Durante a semana, os jogadores do Cruzeiro reclamaram do abuso das faltas violentas cometidas pelos jogadores do River na partida, no Mineirão. “Vou colocar caneleiras na parte da frente e de trás das duas pernas”, ironizava o ponta esquerda, Roberto Gaúcho. "Se baterem, vamos bater também", avisava Renato Gaúcho, que sentia a panturrilha e era dúvida para o jogo. "Espero jogar nem que seja gessado!", dizia.
O meia Boiadeiro adiantou, durante a semana, como seria a estratégia para conseguir a classificação. “Eles terão que sair pro jogo em busca dos gols e vamos explorar os contra-ataques. Vamos tocar a bola para irritá-los", avisava.
As hostilidades começaram, assim que o ônibus que levava a
delegação do Cruzeiro chegou ao estádio. Foi logo cercado por torcedores
do River que tentaram tombá-lo sendo impedidos pela polícia. Na entrada
para os vestiários o time foi alvejada por cadeiras. No vestiário
atiraram bombas. E quando o time entrou em campo, uma pedra atingiu o
nariz do atacante Roberto Gaúcho, que levou três pontos.
No primeiro tempo o Cruzeiro soube administrar a vantagem obtida no Mineirão. O River partiu para o abafa, mas o time estrelado soube explorar os contra-ataques acionando Roberto Gaúcho pelo lado esquerdo. Num dos lances criados pelo ponta, Betinho quase marcou. A partir dos 20 minutos, o Cruzeiro equilibrou o jogo e criou as melhores chances na partida. O zagueiro Cáceres chegou a salvar, em cima da linha, uma bola chutada por Roberto Gaúcho.No segundo tempo, o Cruzeiro continuou mais perigoso e criou duas chances para abrir o placar. Aos 25 minutos, Roberto Gaúcho quase marcou, mas Cáceres, novamente, salvou o gol tirando a bola em cima da linha. O goleiro Comizzo ainda faria uma bela defesa num chute de Luiz Fernando.
No entanto, o árbitro chileno Henrique Marín entrou em cena nos
quinze minutos finais ao aplicar vários cartões amarelos para os
jogadores cruzeirenses. Aos 35 minutos, ele expulsou o zagueiro
Luizinho pela demora em cobrar um tiro de meta. O treinador Jair Pereira
então sacou o meia Betinho e promoveu a entrada de Adilson para
recompor a defesa. Mas em seu primeiro lance na partida, Adilson foi
atingido violentamente por Da Silva. No lance, o jogador voltaria a
fraturar a mesma perna, que o deixou seis meses afastado do futebol.
Antes havia sofrido a mesma lesão na decisão da Recopa, em abril, contra
o Colo Colo. O meia Boiadeiro levou o cartão vermelho, logo em seguida,
ao reclamar de uma agressão sofrida por um jogador do River.
Com oito jogadores em campo, o Cruzeiro recuou em seu campo e resistiu a pressão do River. Mas o árbitro, Henrique Marín assinalou um pênalti inexistente, aos 44 minutos, que foi convertido por Ramón Diaz. Um minuto depois, ele marcaria outra penalidade. Ramon Diaz cobrou, o goleiro Paulo César defendeu, mas o atacante Walter Silvani apanhou o rebote e ampliou para 2 a 0.
O resultado obrigou as equipes a disputarem a vaga na decisão por
tiros livres. Ramón Diaz desperdiçou a última cobrança da série do
River e o volante Douglas converteu a última do Cruzeiro, que deu a
vitória por 5 a 4.
Fonte: cruzeiropedia.org

Comentários
Postar um comentário